Bem-vindos ao meu espaço! Alex Braga por aqui, e hoje mergulhamos em uma notícia que nos faz acreditar ainda mais na força transformadora do esporte. O Governo de São Paulo, através de sua Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência, deu um passo gigantesco em direção a um futebol verdadeiramente para todos, treinando 98 diretores de jogos da Federação Paulista de Futebol.
Imagine a emoção de estar no estádio, sentindo a energia da torcida, o cheiro da grama, a tensão do jogo. Para muitos, essa é uma realidade. Para outros, infelizmente, barreiras invisíveis – e às vezes bem visíveis – impedem essa vivência plena. É exatamente isso que essa iniciativa busca mudar, garantindo que a paixão nacional seja acessível a cada indivíduo, sem exceção.
O treinamento, realizado nesta segunda-feira (24), focou na recepção e inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência e condições de saúde equiparáveis, como o autismo, em estádios e ginásios. Não se trata apenas de construir rampas ou adaptar banheiros – embora isso seja fundamental. A essência está na mudança de comportamento e na criação de uma cultura de respeito e empatia.
Marcos da Costa, Secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, resumiu bem o espírito da ação: “O mais importante é ter um atendimento respeitoso, que leve em conta as individualidades e promova a autonomia de cada pessoa.” E essa autonomia é crucial. Detalhes simples, mas poderosos, foram abordados: a cadeira de rodas é uma extensão do corpo, e tocar nela sem permissão é uma invasão. Pequenos gestos que fazem uma enorme diferença na experiência do torcedor.
Caroline Reis, coordenadora do programa Todas in-Rede e palestrante no treinamento, compartilhou sua perspectiva como pessoa com deficiência visual: “Eu já tive meus receios de estar nesses espaços. Mas hoje vendo esse cuidado, com certeza me dá uma maior segurança, no sentido de entender que eu posso estar lá, que vou ser acolhida da melhor maneira possível.” A voz dela ecoa a esperança de milhares de torcedores.
Os diretores de jogos, que são os maestros operacionais por trás de cada partida, desde a organização das torcidas até os detalhes mais minuciosos, agora levarão esse conhecimento para as arenas. A expectativa é que as lições já sejam aplicadas na Copa São Paulo de Futebol Jr. 2026, a nossa querida Copinha, que começa em janeiro, servindo de modelo para o futebol brasileiro.
Marcelo Carvalho, diretor de esporte de Bálsamo, ressaltou a importância da adaptação comportamental, especialmente em estádios mais antigos. Ele entende que nem toda reforma é instantânea, mas a transformação das atitudes, sim, pode ser imediata e impactante. É um lembrete de que a inclusão é, antes de tudo, uma questão de atitude humana.
Esta é a história por trás do jogo, meus amigos. Não é apenas sobre os gols ou as vitórias, mas sobre a construção de um ambiente onde a alegria e a paixão pelo esporte possam ser compartilhadas por todos. O futebol paulista, com essa iniciativa, mostra que a competição pode e deve ser um catalisador para o desenvolvimento social e a inclusão. E isso, para mim, é a maior das vitórias.
