Bem-vindos, amantes da competição! Alex Braga na área para destrinchar mais um capítulo inesquecível do futebol sul-americano. E que capítulo! O Flamengo, meus amigos, é o TETRACAMPEÃO da CONMEBOL Libertadores! Em um embate digno de uma das maiores rivalidades do nosso esporte, o Rubro-Negro Carioca bateu o Palmeiras por 1 a 0, em Lima, garantindo a taça e escrevendo seu nome de forma ainda mais indelével na história do torneio.
Foi mais do que uma simples vitória; foi o tão sonhado ‘troco’ pela dolorosa final de 2021, quando os paulistas levaram a melhor. Agora, com a glória de ser o primeiro clube brasileiro a alcançar quatro títulos da Libertadores, o Mengão celebra não apenas um troféu, mas uma reafirmação de sua hegemonia no cenário continental.
A noite no Monumental também selou um feito raro e memorável para Filipe Luís. Bicampeão da Libertadores como lateral-esquerdo em 2019 e 2022, ele agora se junta ao seleto grupo de lendas que levantaram o caneco mais cobiçado da América também como treinador, repetindo a façanha de Renato Gaúcho. Uma prova de que talento e liderança transcenderam as quatro linhas para o comando técnico.
Além da festa e da consagração, o título rende ao Flamengo um prêmio substancial de US$ 24 milhões (cerca de R$ 129 milhões) da CONMEBOL. Já o Palmeiras, apesar do revés, embolsa US$ 7 milhões (R$ 37,8 milhões) pelo vice-campeonato e, com cinco pontos a menos que o rival e a apenas duas rodadas do fim, vê o sonho do Brasileirão se complicar, precisando torcer por um tropeço flamenguista para ainda ter chances de fechar a temporada com uma taça.
Tensão, Tática e o Gol da Glória
A partida foi um espelho da rivalidade que se tornou a tônica do futebol brasileiro nos últimos anos. O primeiro tempo foi tenso, marcado por muitas faltas e uma clara superioridade flamenguista. O Rubro-Negro pressionou, criando chances com Arrascaeta, Bruno Henrique e Samuel Lino nos primeiros 15 minutos, mas faltou pontaria. O Palmeiras, fiel à sua característica de Abel Ferreira, se fechou, apostando na solidez defensiva e nos contra-ataques, que pouco ameaçaram o gol carioca, exceto por uma cabeçada de Vitor Roque.
Um lance polêmico esquentou ainda mais o clima aos 31 minutos, quando Fuchs caiu após uma entrada de Pulgar. Os palmeirenses pediram a expulsão do chileno, mas o árbitro manteve a decisão de campo, aplicando apenas um cartão amarelo, sem sequer consultar o VAR. Uma decisão que, na minha análise, Alex Braga, foi equivocada e poderia ter mudado o rumo da partida.
Na segunda etapa, o roteiro se manteve: Flamengo ditando o ritmo, Palmeiras resistindo. Arrascaeta teve uma chance clara logo aos 6 minutos, mas Gustavo Gómez mostrou por que é um dos grandes defensores do continente e travou o chute. Pouco depois, Carlos Miguel saiu mal, a bola ficou viva na área, e a torcida alviverde prendeu a respiração, só para soltar um alívio quando o goleiro se recuperou.
Mas o futebol tem dessas coisas. Aos 21 minutos, a persistência rubro-negra foi recompensada. Escanteio cobrado por Arrascaeta, e Danilo subiu mais alto que todo mundo para testar para o fundo das redes: 1 a 0 para o Flamengo! O gol incendiou a partida. O Palmeiras reagiu, Murilo finalizou cruzado para fora. Com o tempo apertando, o Alviverde se lançou ao ataque de forma desesperada, enquanto o Mengão se fechava, buscando segurar o resultado e, quem sabe, um contra-ataque letal.
A reta final foi dramática. Gustavo Gómez quase empatou de cabeça, mas Danilo apareceu novamente para travar. Vitor Roque teve a bola do empate na pequena área, mas o chute desviou e foi por cima do gol. Nos acréscimos, Cebolinha acertou a trave em uma cobrança de falta, e Carrascal, no rebote, por pouco não ampliou.
O apito final ecoou como um brado de vitória para a Nação Rubro-Negra. O Flamengo é tetra, o primeiro brasileiro a fazê-lo, e consolida sua era vitoriosa. Que festa no Rio! E que momento para o futebol sul-americano, que nos presenteou com mais uma final inesquecível.
