Da Harmonia do Jazz à Sinfonia Corporativa: A Startup de Curtis Forbes Redesenha a Retenção de Talentos e Gera Milhões
Por Alice Drummond, D-Taimes
Em um mundo corporativo que cada vez mais busca otimização e humanização, a história de Curtis Forbes, um ex-músico de jazz que se tornou líder de uma startup multimilionária, ressoa como uma melodia inspiradora. Para o D-Taimes, investigamos como a sua visão, nascida da improvisação musical, está transformando a forma como empresas lidam com um dos maiores desafios do século XXI: manter seus talentos engajados e reduzir demissões em massa.
Forbes, que dedicou 15 anos de sua vida a viajar como guitarrista e contrabaixista profissional, aplicou a máxima do jazz — “às vezes, você precisa criar um show onde não há shows” — para resolver uma lacuna crítica no mercado de trabalho. Em meio à incerteza da pandemia em 2020, enquanto liderava sua empresa de educação musical, a Forbes Music, ele percebeu a necessidade urgente de manter sua equipe motivada e conectada, especialmente em um ambiente híbrido. A solução? Uma ferramenta interna de reconhecimento e engajamento.
Os resultados foram notáveis. No primeiro ano de implementação da ferramenta, a rotatividade de funcionários na Forbes Music despencou em 80%, enquanto a receita disparou 42,5%. Foi a partir desse sucesso interno que Curtis Forbes decidiu escalar sua inovação, dando origem à MustardHub. A plataforma, hoje focada em startups e pequenas empresas, utiliza dados e inteligência preditiva para oferecer soluções de engajamento e retenção de talentos, democratizando práticas de RH que antes eram privilégio de grandes corporações.
O modelo de negócios da MustardHub é um estudo de caso em estratégia e inovação. Operando em um formato freemium-to-premium, a empresa permite que negócios de menor porte acessem funcionalidades básicas gratuitamente, como reconhecimento entre pares e celebrações, com a opção de migrar para planos pagos que oferecem ferramentas avançadas de gestão e insights baseados em IA. Um dos pilares da plataforma é o sistema de pontos digitais, que as empresas compram e os colaboradores utilizam como moeda de reconhecimento, trocando-os por recompensas que vão desde cartões-presente até contribuições para planos de saúde e aposentadoria.
“Quando as empresas compram pontos, estão investindo diretamente nas pessoas”, ressalta Forbes, em declaração à revista Fortune. Essa filosofia subjacente é o que nos intriga no D-Taimes. Não se trata apenas de uma ferramenta tecnológica; é a institucionalização de um valor humano no cerne da estratégia corporativa, com um impacto direto na vida do cidadão comum ao oferecer maior estabilidade e reconhecimento no ambiente de trabalho.
A MustardHub, portanto, representa mais do que uma startup bem-sucedida. Ela simboliza a confluência da criatividade artística com a perspicácia empresarial, provando que soluções inovadoras para desafios sociais e econômicos podem surgir de onde menos se espera. Em um cenário onde a precarização do trabalho e a busca por propósito são temas latentes, a capacidade de uma empresa de reduzir demissões e impulsionar a lealdade dos colaboradores com uma abordagem tão orgânica é um farol para o futuro do capital humano.
